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  • Foto do escritorRochelle Affonso Marquetto

Transtorno de Ansiedade Generalizada Depoimento: conheça o relato de quem viveu esse problema.


Transtorno de Ansiedade Generalizada Depoimento

A Pontual Psiquiatria trouxe a história de André, Contador, 40 anos, casado e com uma filha. André conta como superou o transtorno de ansiedade generalizada e que, mesmo ainda estando em tratamento, já obteve uma grande melhora.


Acompanhe a nossa entrevista:


Pontual Psiquiatria: Pode nos contar um pouco sobre como você descobriu que tinha o transtorno de ansiedade generalizada e quais foram os principais sintomas que sentiu?


André: Eu sempre fui uma pessoa muito preocupada com tudo, desde criança. Eu me cobrava muito para tirar boas notas na escola, para agradar meus pais, para ter amigos, para ser bom em tudo que eu fazia. Eu achava que isso era normal, que era só uma questão de personalidade.


Pontual Psiquiatria: E quando você percebeu que essa ansiedade era excessiva e que estava afetando sua vida?


André: Foi quando eu comecei a trabalhar em uma empresa muito competitiva e exigente. Eu tinha que cumprir muitas metas e prazos, mas os chefes nunca se mostravam satisfeitos com meu trabalho. Havia uma cobrança forte por produtividade. Esse foi um dos motivos que me fez sentir muita pressão e uma ansiedade forte e constante.


Eu não conseguia relaxar nem nos finais de semana e acredite, nem nas férias! Eu vivia pensando nos problemas, no que eu tinha que fazer, no que podia dar errado, no que os outros iam pensar de mim. Eu tinha muito medo de falhar com minha família, de perder o emprego ou de não me sentir realizado pessoal e profissionalmente.


Pontual Psiquiatria: E quais foram os sintomas físicos e psicológicos que você teve?


André: Eu percebi muitos sintomas nessa fase. Lembro de ficar muito cansado, com dores de cabeça constantes, dor muscular, palpitações, falta de ar e vertigem.

Outra coisa que acontecia muita era a dificuldade para dormir, as noites de sono eram péssimas. Além disso, não conseguia me concentrar, nem tomar decisões direito. Basicamente eu vivia irritado, inquieto e sempre nervoso.


Minha esposa sempre comentava que eu estava muito esquecido, então afetou minha memória também. Fiquei totalmente sem confiança e mim e sem motivação pra nada.

O pior é que eu não tinha prazer em nada, nem nas coisas que eu gostava de fazer antes, como jogar futebol ou viajar com minha família. Eu me sentia sempre triste e angustiado, sem ver sentido nenhum na vida.



Pontual Psiquiatria: Mas como você descobriu que era ansiedade generalizada e não outro transtorno?


André: Descobri que tinha ansiedade generalizada depois de passar por vários médicos e exames. A princípio achava que estava com algum problema cardíaco, mas todos os exames deram normais.


Aí, fui encaminhado para um psiquiatra, que me diagnosticou com ansiedade generalizada. Ele me explicou que esse transtorno é marcado pelo excesso de preocupação. Como eu ficava muito ansioso com as questões do trabalho e da minha vida pessoal, essa preocupação gerava uma sensação de insegurança e me deixava muito nervoso.


Pontual Psiquiatria: E como isso afetou seu relacionamento com sua família e seus amigos?


André: Muito. Eu me casei e tive uma filha, mas eu não conseguia cuidar delas como eu queria, dar mais atenção, sabe? Eu não tinha muita paciência, nem disposição, apesar de amá-las muito. Eu só me isolava, me afastava e me fechava em mim mesmo. Também perdi amigos e não via diversão em nada. Sei que só pensava nos problemas e nas preocupações. A verdade é que eu me sentia sozinho, incompreendido e culpado pelo jeito que estava agindo.


Pontual Psiquiatria: E como você procurou ajuda? O que você fez para melhorar?


André: Foi difícil admitir que eu precisava de ajuda. Eu achava que era fraqueza, que eu podia resolver sozinho, que era só uma fase ruim. Mas eu cheguei a um ponto em que eu não aguentava mais. Eu tive uma crise forte de ansiedade e percebi que eu tinha algum transtorno sério e que precisava de tratamento. Foi aí que eu procurei ajuda do psiquiatra.



Pontual Psiquiatria: Quem mais te ajudou na sua família?


André: Quem mais me ajudou na minha família foi a minha esposa e minha filha. A minha esposa sempre me apoiou e me incentivava a procurar ajuda profissional. Ela compreendia os momentos que eu estava mais ansioso e conversava comigo quando eu tinha as crises.


Ela foi uma parceira incrível nesse processo. A minha filha é pequena, tem 9 anos, ela também foi muito importante para mim. Elas me deram motivos para sorrir e para lutar pela minha recuperação. Mesmo quando eu estava desanimado e sem forças para dar atenção e brincar com minha filha, eu pensava como ela precisava de mim, e isso me deu forças.



Pontual Psiquiatria: E como foi o tratamento? O que você aprendeu com ele?


André: O tratamento foi fundamental para a minha recuperação. O psiquiatra me receitou medicamentos e conversou bastante. Consegui enxergar a causa da ansiedade e por meio das terapias mudei meu ponto de vista sobre a situação. Fiquei mais leve, sabe?



Pontual Psiquiatria: Você continua em tratamento?


André: Sim, continuo. Não uso mais medicamentos, mas continuo com as terapias indicadas e pretendo aplicar os ensinamentos para sempre. Antes eu tinha muito preconceito com tratamentos psiquiátricos, achava que era frescura. Mas hoje posso dizer que sem apoio e sem tratamento eu não teria forças para controlar a ansiedade e a angústia, que na época estavam muito fortes.



Pontual Psiquiatria: Qual o principal fator que foi a causa de sua melhora?


André: Eu acredito que o principal fator foi a minha vontade de mudar. Eu percebi que não queria viver daquele jeito, que a ansiedade estava prejudicando a minha vida e a das pessoas que eu amo. Então, simplesmente decidi que não queria mais viver assim e que precisava de ajuda.

Acho que o segredo é que eu não desisti de mim mesmo.


Pontual Psiquiatria: Como você se sente hoje, mesmo ainda estando em tratamento?


André: Hoje eu me sinto muito melhor que antes. Sei que ainda tenho ansiedade, mas tenho consciência que ela não domina mais a minha vida. Hoje eu consigo controlar minhas preocupações. Aprendi a ter mais confiança e levar uma vida mais leve, sem me cobrar tanto e sem ter expectativas exageradas.


Outra mudança forte é que eu tenho mais prazer em fazer as coisas que eu gosto, que antes eu não tinha. Aprendi a ter mais esperança e não preocupar tanto com o futuro, sendo mais grato pelo que vivo no presente.


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