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Sinais de Depressão: 9 Sintomas Que Você Precisa Conhecer

  • 27 de ago. de 2024
  • 5 min de leitura

Atualizado: 19 de ago.



Entender os sinais de depressão pode ser muito importante para ajudar a identificar a necessidade de procurar ajuda. 


O Brasil tem a maior taxa de prevalência de depressão na América Latina, com 5,8% da população afetada, o equivalente a 11,7 milhões de brasileiros


Neste artigo, vamos falar sobre o que é a depressão, suas diferenças com a tristeza e a ansiedade, e listar 9 sintomas principais.


Leia também:



O que é Depressão?


A depressão é uma doença mental que atinge sentimentos, emoções e pensamentos. Ela interfere e prejudica na realização de atividades normais e rotineiras. 


Segundo a OMS, mulheres apresentam duas vezes mais chances de desenvolver depressão do que homens. A origem do distúrbio está ligada a fatores genéticos, ambientais e químicos cerebrais. 


É bom lembrar que depressão não é simplesmente uma "tristeza profunda", mas um transtorno mental sério que pode levar a graves consequências quando não tratado.


Depressão no Manual de Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5)





O Manual de Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, quinta edição (DSM-5), é um guia amplamente utilizado por profissionais de saúde mental para diagnosticar e classificar os transtornos mentais. 


A depressão é abordada no DSM-5 sob a categoria de Transtornos Depressivos, e possui critérios específicos para seu diagnóstico.


9 sintomas de depressão e critérios diagnósticos 


Para o diagnóstico de depressão, o DSM-5 estabelece que pelo menos cinco dos seguintes sintomas a seguir devem estar presentes durante um período de duas semanas. 


  1. Humor deprimido: A pessoa fica deprimida na maior parte do dia, quase todos os dias, conforme indicado por relato subjetivo (sentir-se triste, vazio, sem esperança) ou por observação feita por outras pessoas (ficar trancado no quarto por muito tempo).

  2. Perda de interesse ou prazer: Marcada diminuição do interesse ou prazer em todas, ou quase todas, as atividades na maior parte do dia.

  3. Perda ou ganho de peso: Mudança brusca de peso sem estar em dieta (por exemplo, uma alteração de mais de 5% do peso corporal em um mês), ou diminuição ou aumento do apetite quase todos os dias.

  4. Insônia ou hipersonia: Problemas com o sono, como dificuldade para adormecer, dormir demais ou acordar no meio da noite.

  5. Agitação ou retardo psicomotor: Agitação ou lentidão psicomotora observável (não apenas sensações subjetivas de inquietação ou de parecer mais lento).

  6. Fadiga ou perda de energia: Sentir-se cansado ou com pouca energia quase todos os dias.

  7. Sentimentos de inutilidade ou culpa demasiada: Achar que não se tem valor ou sentir culpa excessiva ou inapropriada (que pode ser delirante).

  8. Diminuição da capacidade de pensar ou de concentração: Capacidade reduzida de pensar, de se concentrar ou de tomar decisões.

  9. Pensamentos de morte recorrentes: Pensamentos recorrentes de morte (não apenas medo de morrer), ideação ou tentativa suicida recorrente, com ou sem um plano específico para cometer suicídio.


Importância do Diagnóstico


O diagnóstico correto de depressão segundo os critérios do DSM-5 é essencial para garantir que a pessoa receba o tratamento certo. 


Geralmente ele inclui avaliação clínica completa, entrevistas estruturadas ou semiestruturadas que ajudam a planejar a melhor forma de tratamento


Diferença entre Depressão e Tristeza


Tristeza é uma emoção normal que todos sentimos em resposta a situações difíceis, como no caso da perda de um familiar ou de um fracasso. Ela é passageira e não atinge tanto nossas atividades diárias. Já a depressão é persistente e pode durar semanas, meses ou até anos. 


Diferente da tristeza, a depressão impede a realização normal de tarefas, pois afeta os níveis de energia, motivação e capacidade de se concentrar.


Mesmo atividades simples, como levantar da cama, tomar banho, ou ir ao trabalho, podem parecer extremamente cansativas e um verdadeiro obstáculo.


Diferença entre Ansiedade e Depressão


Ansiedade e depressão também são distúrbios diferentes, mas costumam ocorrer juntos, pois ambas implicam desequilíbrios químicos no cérebro e podem ser desencadeadas por situações de estresse.


Ansiedade é a preocupação forte e excessiva que pode vir acompanhada de medo ou nervosismo sobre um fato ou situação específicos. 


Causas e Fatores de Risco


Estudos mostram que a depressão em alguns casos é hereditária. Pessoas com parentes próximos que têm depressão possuem um risco maior de desenvolver a doença. 


Ela também pode estar associada a mudanças nos níveis de neurotransmissores no cérebro, como serotonina, dopamina e noradrenalina, responsáveis pela regulação do humor. 


Além disso, fatos estressantes ou traumáticos, como abusos ou negligências vividas na infância, também podem contribuir.


Outras causas costumam decorrer de traços de personalidade como:

  • baixa autoestima

  • pessimismo

  • ser muito dependente das pessoas

  • ser autocrítico ou perfeccionista


Fatores de Risco Adicionais:


  • Histórico de depressão: Ter episódios anteriores de depressão aumenta a probabilidade de futuros episódios.

  • Problemas de saúde crônicos: Doenças crônicas como diabetes, câncer, doenças cardíacas ou esclerose múltipla podem aumentar o risco de depressão.

  • Uso de substâncias: O abuso de álcool e drogas pode causar ou piorar a depressão.

  • Hormônios: Alterações hormonais, como as que ocorrem durante a gravidez ou menopausa, podem desencadear depressão em algumas pessoas.

  • Isolamento social: A falta de suporte social ou relacionamentos conturbados podem aumentar a vulnerabilidade à depressão.


Dados da OMS indicam que mais de 264 milhões de pessoas no mundo sofrem de depressão. É a principal causa de incapacidade globalmente e contribui de forma importante para a carga geral de doenças. 


Como Saber se Tenho Depressão


Está se perguntando se pode estar com depressão? Fique de olho em alguns sinais: tristeza constante, perda de interesse em coisas que você costumava gostar, mudanças no apetite e no sono, cansaço físico, sentimento de culpa e pensamentos suicidas. 


Se você perceber que esses sintomas estão presentes por mais de duas semanas, é hora de procurar um profissional de saúde mental.


Tipos de Tratamento


Identificar os sinais de depressão é o primeiro passo para buscar ajuda. 

Existem várias maneiras de tratar a depressão:


  • Terapia: Conversar com um psicólogo ou psiquiatra pode ajudar a entender melhor seus sentimentos e a encontrar maneiras de lidar com eles.

  • Medicamentos: Antidepressivos podem ajudar a ajustar os desequilíbrios químicos no cérebro.

  • Estilo de Vida: Atividades físicas, uma alimentação saudável e uma boa noite de sono podem melhorar bastante os sintomas.

  • Suporte Social: Falar com amigos e familiares, ou participar de grupos de apoio, pode ser muito útil.


Lembre-se, cada pessoa reage de forma diferente aos tratamentos. 


Por isso, é importante encontrar a combinação que funcione melhor para você, com a ajuda do terapeuta.


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Quando o sofrimento já dura semanas

Tristeza que não passa, sono desregulado, perda de interesse pelo que antes importava. Quando isso se mantém por semanas e começa a atrapalhar seu sono, seu trabalho ou suas relações, é motivo para avaliação — mesmo que você ainda não saiba nomear o que sente. Existe tratamento, e é a avaliação com psiquiatra que define qual.

Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica presencial ou por teleconsulta.

Se o que você está sentindo agora inclui vontade de morrer ou de se machucar, não espere por uma consulta. Os canais abaixo atendem 24 horas.

Se você está em sofrimento agora

Se você tem pensamentos de morte ou de se machucar, procure ajuda hoje. Isso é uma urgência médica e tem tratamento.

  • CVV — 188. Ligação gratuita, 24 horas, todos os dias. Também por chat em cvv.org.br

  • SAMU — 192 ou o pronto-socorro mais próximo, se houver risco imediato.

  • CAPS da sua região. Atendimento público em saúde mental, sem necessidade de encaminhamento prévio.

Se quem está em risco é alguém próximo, não deixe a pessoa sozinha e ajude a procurar atendimento.

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