top of page

CID F20: Esquizofrenia, tipos, sintomas e tratamentos

  • 14 de mai. de 2024
  • 5 min de leitura

Atualizado: 19 de ago.


CID F20

CID F20 é como chamamos a esquizofrenia na classificação de doenças do mundo.


Ela pode fazer com que a pessoa veja ou ouça coisas que não existe, acredite em fatos irreais e adquira um modo de pensar e agir confuso.


Aproximadamente 1,6 milhões de brasileiros sofrem com o problema. 


Começar o tratamento cedo ajuda o paciente a controlar os sintomas antes que eles fiquem piores e contribui para uma vida melhor no futuro.


Neste artigo, vamos explicar o que é esquizofrenia, os diferentes tipos que existem e tratamentos disponíveis.


Tipos de CID F20


A CID F20 tem nove tipos principais:


  • F20.0: Quando a pessoa é muito desconfiada (paranoide)

  • F20.1: Quando a pessoa age de forma estranha e infantil (hebefrênica)

  • F20.2: Quando a pessoa pode ficar muito parada ou agitada (catatônica)

  • F20.3: Quando não se encaixa exatamente em um tipo (indiferenciada)

  • F20.4: Tristeza profunda após esquizofrenia (depressão pós-esquizofrênica)

  • F20.5: Quando os sintomas diminuem, mas não somem completamente (residual)

  • F20.6: Forma mais simples, com menos sintomas (simples)

  • F20.8: Outros tipos não listados aqui

  • F20.9: Quando não dá para dizer qual o tipo exato (não especificada).

Além disso, é importante saber que existem outros tipos de transtorno:


  • F23.2: Esquizofrenia aguda 

  • F25.2: Esquizofrenia cíclica 

  • F23.2: Reação esquizofrênica 

  • F21: Transtorno esquizotípico 


Sintomas da Esquizofrenia


Os sintomas podem ser diferentes para cada pessoa, mas normalmente incluem:


  • Delírios: Acreditar em coisas que não são verdade, como pensar que estão te perseguindo ou que você é famoso, mesmo que não seja.

  • Alucinações: Ver ou ouvir coisas que não estão lá. Ouvir vozes é um exemplo comum.

  • Fala confusa: Ter dificuldade para organizar pensamentos e falar de modo que os outros entendam. Às vezes, até falar coisas que não fazem sentido nenhum.

  • Comportamento estranho: Agir de maneira muito diferente, sem um objetivo claro, como agir sem sentido ou não conseguir se manter quieto.

  • Sintomas negativos: Não se cuidar como deveria, demonstrar emoções, perder o interesse em atividades diárias, se isolar ou não conseguir sentir alegria.


Cada um desses sintomas pode tornar a rotina bem difícil para quem tem esquizofrenia.


Como descobrir se uma pessoa tem esquizofrenia?


É mais comum que o transtorno apareça na idade adulta, entre 20 e 30 anos. 


No Brasil, cerca de 1,6 milhão de pessoas possuem esquizofrenia.

O diagnóstico deve ser feito por um médico especialista em saúde mental, que observa os comportamentos e o que a pessoa relata sentir. 


Não existe um exame específico que possa dizer se alguém tem esquizofrenia. 


Também é importante estar atento a sinais como:


  • agitação psicomotora;

  • medo;

  • atitudes estranhas; 

  • isolamento; 

  • olhares vazios; e

  • mudanças repentinas no comportamento.


Quando é necessário buscar ajuda médica?


Muitas vezes, quem tem esquizofrenia não percebe que está passando por um problema de saúde mental que precisa de cuidados médicos.


Por isso, é comum que amigos ou familiares tenham que procurar ajuda para essas pessoas.


O tratamento costuma ser necessário por toda a vida e pode incluir medicamentos, terapias e reabilitação psicossocial. Em casos mais graves, a hospitalização deve acontecer, mas é importante lembrar que ela só ocorre em situações excepcionais, como durante uma crise ou se os sintomas colocam o paciente em risco.


CID F20 e problemas cognitivos


Ter dificuldades para lembrar de coisas, manter o foco. organizar pensamentos, fazer planos e resolver problemas são sinais de problemas cognitivos. 


Algumas pessoas não conseguem se concentrar para ler, assistir a um filme ou seguir instruções. Outras se distraem fácil e não ficam ligadas em uma tarefa por muito tempo.


Isso torna muito difícil fazer trabalhos que demandam atenção, exigem a tomada de decisão ou um passo a passo técnico.


Na esquizofrenia, esses problemas cognitivos são comuns e podem ser um dos primeiros sinais de que algo não está certo.

Isso acontece porque a esquizofrenia afeta áreas do cérebro responsáveis pelo nosso pensamento e capacidade de processar informações.


Certos medicamentos, especialmente os antipsicóticos, podem ajudar a reduzir os sintomas da esquizofrenia, trazer clareza mental e ajudar na capacidade de se concentrar. No entanto, apenas um profissional de saúde pode avaliar corretamente e indicar o melhor tratamento para cada caso.


CID F20: Tratamentos para esquizofrenia


O tratamento inclui remédios específicos, apoio com cursos e atividades em grupo, conversa com terapeutas e informação para a família. Mesmo que os remédios ajudem muito, metade das pessoas com esquizofrenia não segue direito o tratamento. Muitos se recusam aceitar o tratamento, outros pela falta de consciência da doença ou pelo o medo dos efeitos colaterais.


O tratamento para essa doença mental é organizado pelo psiquiatra para ajudar o paciente a evitar pioras. 


Quando a pessoa passa por uma fase difícil, com muitos sintomas, algumas coisas podem ser feitas:


  • Remédios antipsicóticos: Esses remédios ajudam a controlar as vozes ou coisas que a pessoa acredita, mas que não são reais. Depois que os sintomas melhoram, o medicamento continua sendo importante para prevenir novos episódios.

  • Internação: Se o paciente estiver correndo risco de se machucar ou machucar os outros, pode ser necessário ficar internado por um tempo. O médico e a família devem conversar sobre isso.

  • Psicoterapia: Melhora os sintomas e ajuda a pessoa a voltar a se dar bem com os outros.

  • Terapia ocupacional: ajuda a pessoa a querer se envolver de novo em tarefas e aumenta sua capacidade de organização e criatividade.

  • Grupos de apoio: São bons para compartilhar experiências e receber incentivo de outras pessoas que estão passando por situações parecidas.



terapia online

Esquizofrenia e Suicídio


O risco de suicídio em pessoas com esquizofrenia é maior do que na população geral, sendo a principal causa de morte de pacientes com o transtorno.


Alguns fatores podem contribuir para o risco de suicídio em pessoas com esquizofrenia:


  • Depressão.

  • Abuso de drogas

  • Traumas na infância ou adolescência 

  • Diagnóstico de doenças graves


Conclusão:


Agora que você entendeu mais sobre CID F20, percebeu que esse é um transtorno que merece cuidado e atenção. Se alguém na sua família ou círculo de amizades enfrenta esse problema não deixe de ajudar.


Para ter nosso apoio no tratamento e prevenção de episódios de esquizofrenia, clique aqui e agende uma consulta.



Reconhecer sintomas não é receber um diagnóstico

Um texto ajuda a nomear o que você sente, mas o diagnóstico psiquiátrico considera histórico, tempo de evolução e outras condições que produzem sintomas parecidos. Se você se identificou com o que leu, o passo seguinte é uma avaliação com médico.

Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica presencial ou por teleconsulta.

Se o que você está sentindo agora inclui vontade de morrer ou de se machucar, não espere por uma consulta. Os canais abaixo atendem 24 horas.

Se você está em sofrimento agora

Se você tem pensamentos de morte ou de se machucar, procure ajuda hoje. Isso é uma urgência médica e tem tratamento.

  • CVV — 188. Ligação gratuita, 24 horas, todos os dias. Também por chat em cvv.org.br

  • SAMU — 192 ou o pronto-socorro mais próximo, se houver risco imediato.

  • CAPS da sua região. Atendimento público em saúde mental, sem necessidade de encaminhamento prévio.

Se quem está em risco é alguém próximo, não deixe a pessoa sozinha e ajude a procurar atendimento.

1 comentário


Fabio Sampacrew
Fabio Sampacrew
20 de jan. de 2025

Gostei muito desse artigo.

Curtir

Inscreva-se grátis em nossa newsletter

Receba dicas e conteúdos atualizados sobre saúde mental, bem-estar e todos os lançamentos da Pontual.

Seu cadastro foi recebido com sucesso!

200px-branco com psiq.png

Unidade Centro

Rua dos Andradas, 1781 - Sala 1004

Centro Histórico | Porto Alegre/RS

CEP 90.020-013

Unidade Zona Norte | Medplex 

Av Assis Brasil, 2827 - Sala 1202
Passo d'Areia | Porto Alegre/RS
CEP 91010-004

Telefones

(51) 98333-0721 (WhatsApp)

Horários

Segunda a Sexta-feira:

das 8h às 19h

Nosso site

Atendimento com hora marcada. Não somos pronto-atendimento e não realizamos internação.

Em emergência: SAMU 192 · CVV 188, 24 horas

Siga nossos canais:

Link para Instragram da Pontual
Link para Página do Facebook
Link para WhatsApp
Link para o Canal do Youtube

Pontual Psiquiatria ©  2021-2026 |

Termos de uso | Políticas de Privacidade (LGPD)
CNPJ: 36.070.769/0001-23

Clínica Pontual Psiquiatria — CRM/RS 10877
Responsável técnica: Dra. Rochelle Marquetto — MÉDICA — Psiquiatria — CRM/RS 39448 · RQE 43138

 

bottom of page