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TDAH: como tratar a hiperatividade sem remédios


mulher com vários pensamentos e o texto TDAH: como tratar a hiperatividade sem remédio


Estima-se que 5% a 8% da população mundial é diagnosticada com TDAH, segundo a Associação Brasileira de Déficit de Atenção (ABDA).


Embora alguns casos graves exijam medicamentos, a medicina integrativa vem recomendando tratamentos naturais e alternativos para cuidar do problema. Nesse aspecto, existem remédios naturais, terapias ou mesmo mudanças de hábito que costumam ser altamente eficazes.


Se você quer entender mais sobre o assunto, assista ao vídeo da Dra. Rochelle Marquetto, Médica com especialização em Psiquiatria da Clínica Pontual e acompanhe a leitura até o final.






Quando é necessário tratar o TDAH com remédios


O TDAH é um transtorno neurobiológico que afeta crianças, adolescentes e adultos. Em certos pacientes a prescrição de medicamentos é necessária para ajudar a aumentar a concentração, foco e atenção, além de reduzir a impulsividade e hiperatividade.

É importante lembrar que todos os remédios usados para tratar o TDAH podem apresentar contraindicações. Dentre os efeitos colaterais mais comuns, estão:

  • Náusea

  • Dores de cabeça

  • Insônia

  • Perda de apetite

  • Tonturas

  • Hipertensão


Lembre-se que apenas o médico pode avaliar se o benefício do uso de medicamentos supera os riscos e efeitos colaterais, já que é preciso levar em conta cada caso e particularidades do paciente.



Abordagens alternativas para o tratamento do TDAH



Um dos motivos de tratar o TDAH sem o uso de remédios está relacionado à eficácia a longo prazo, ao contrário da eficácia temporária dos medicamentos.


Além disso, terapias alternativas, como biofeedback e neurofeedback podem ter eficácia duradoura, pois visam corrigir a raiz do problema, proporcionando uma abordagem holística, ao contrário dos medicamentos que apenas aliviam os sintomas no curto prazo.

De modo geral, tais terapias focam em oferecer ao paciente a capacidade de desenvolver habilidades de autocontrole, gerenciamento e planejamento para superar os sintomas do TDAH.



Conhecendo a terapia de biofeedback


As técnicas de biofeedback se concentram em oferecer ao paciente mais autonomia e controle sobre seus sentidos e reações. Durante a terapia, a pessoa é conectada a sensores que monitoram sinais biológicos, como frequência cardíaca, atividade muscular e respiração. Esses sinais são exibidos em tempo real em um monitor, permitindo que a pessoa visualize e aprenda a controlar suas respostas fisiológicas.


O objetivo da terapia de biofeedback é ajudar pessoas com TDAH a desenvolver autorregulação, como relaxar, controlar a respiração e manter o foco. Durante a terapia, o paciente aprende a reconhecer quando sua atenção começa a vagar ou quando percebe o início de sinais de ansiedade ou estresse. Assim, há um treinamento de autocontrole para retornar à concentração e estado de relaxamento.



Conhecendo a terapia de neurofeedback


A terapia de neurofeedback se concentra especificamente na atividade cerebral, diferente da terapia de biofeedback, que monitora outras funções corporais, como a frequência cardíaca e a respiração.


O neurofeedback se baseia em treinar o paciente a produzir padrões de ondas cerebrais que aumentem a atenção, autocontrole e outras capacidades cognitivas associadas ao TDAH.


Além disso, muitos profissionais da saúde mental já utilizam essa técnica com sucesso em seus pacientes. De acordo com um estudo publicado pela PMC, existem evidências sólidas de que o neurofeedback é um tratamento eficaz para o TDAH, com uma taxa de melhora significativa de 32% a 47% e com duração prolongada.



Como a alimentação pode ajudar pacientes com TDAH


A alimentação sozinha não pode ser usada como tratamento para TDAH, mas desempenha um papel complementar importante na gestão dos sintomas.


Existem alimentos que podem ajudar a melhorar a concentração e reduzir a hiperatividade, como proteínas, carnes, ovos, sementes e grãos integrais, entre outros.


Esses alimentos podem ajudar a estabilizar os níveis de açúcar no sangue e fornecer aminoácidos importantes para o bom funcionamento do sistema cerebral. Frutas e vegetais também são ricos em vitaminas e antioxidantes que melhoram a função cognitiva e reduzem a inflamação.


É bom lembrar que existem alimentos que devem ser evitados ou consumidos com moderação, pois costumam piorar os sintomas. Abaixo segue uma lista:

  • Açúcar: pode causar picos de energia seguidos por quedas abruptas e afetar negativamente a concentração e humor. Evite doces e refrigerantes, por exemplo.

  • Cafeína: Embora aumente a energia, em algumas pessoas poder agravar a hiperatividade e a ansiedade. Evite café, chá preto e bebidas energéticas com altos níveis de cafeína;

  • Alimentos processados: batatas fritas, salgadinhos e fast food em geral, podem conter aditivos artificiais, corantes, conservantes e outras substâncias que afetam a química cerebral, agravando os sintomas do TDAH.



Terapia psicoeducativa e sua eficácia no tratamento de TDAH?


Um estudo publicado em 2021 no Journal of Attention Disorders investigou a eficácia da intervenção psicoeducativa como alternativa para o tratamento do TDAH.


Os resultados da análise mostraram que a terapia comportamental é uma opção eficaz de tratamento e apresentou resultados semelhantes à medicação em termos de melhoria dos sintomas. Além disso, a técnica também contribui para a melhora do comportamento social e desempenho acadêmico.


O estudo sugere que a terapia pode ser viável como método de tratamento para o TDAH, principalmente em pacientes que não respondem bem aos remédios.

De fato, a técnica pode envolver uma variedade de estratégias para ajudar o paciente a entender e gerenciar melhor os sintomas, incluindo:


  1. Educação sobre o TDAH: Os pacientes recebem informações sobre os sintomas do TDAH, como eles afetam a vida diária e as opções de tratamento disponíveis.

  2. Treinamento em habilidades de gerenciamento de tempo e organização: A terapia ajuda os pacientes a aprender a gerenciar melhor seu tempo, estabelecer metas e prioridades, e a lidar com a desorganização.

  3. Treinamento em habilidades sociais e de comunicação: consiste em ajudar os pacientes a melhorar suas habilidades sociais, como a comunicação assertiva, a resolução de conflitos e a construção de relacionamentos.

  4. Treinamento em habilidades de resolução de problemas: Os pacientes aprendem a identificar e resolver problemas relacionados ao TDAH, como a procrastinação, a distração e a desorganização.

  5. Treinamento em habilidades de relaxamento e redução do estresse: A terapia ensina técnicas de relaxamento, como a respiração profunda e a meditação, para ajudar a reduzir o estresse e a ansiedade.


Conclusão


Com base nos estudos mencionado e em diversas pesquisas sobre o assunto, é possível concluir que o tratamento do TDAH sem remédios é uma opção aplicável em muitos casos. Como visto, existem várias terapias e alternativas naturais que podem ajudar o paciente na melhora dos sintomas e no aumento da qualidade de vida.

No entanto, é necessário reforçar que cada situação é única e pode variar de acordo com as necessidades individuais do paciente.


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