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  • Foto do escritorRochelle Affonso Marquetto

Autoestima – entenda como melhorar a sua e viver mais feliz


autoestima

A autoestima influencia tanto a maneira como nos vemos quanto como nos relacionamos com o mundo a nossa volta. Sob o olhar da psicologia e da psiquiatria, a autoestima é vista em duas dimensões principais:


  • Autoestima Global: Representa a avaliação que possuímos de nós mesmo de forma ampla.

  • Autoestima Específica: Corresponde como nos avaliamos em diferentes aspectos da vida, como o acadêmico, o físico e o social.


Importante lembrar que a autoestima não é fixa ou imutável. Na realidade, ela é um processo que está em constante transformação e possui várias facetas.


Tudo pode interferir na nossa autoestima, como nossas vivências pessoais, interações sociais, crenças e até mesmo as influências culturais que nos cercam.


Neste artigo, procuramos te mostrar formas de melhorar sua autoestima para uma conquistar uma vida mais leve e plena. Acompanhe até o final!



A relação entre a autoestima e a saúde mental


Embora os problemas com a autoestima não sejam considerados transtornos mentais, estudos indicam que pessoas com autoestima baixa ou excessivamente alta estão mais propensas a desenvolver distúrbios, como depressão, ansiedade e vício em substâncias químicas.


Por outro lado, uma autoestima equilibrada pode atuar como um verdadeiro escudo contra o estresse e as adversidades. Por isso, trabalhar a autoestima já se tornou parte do tratamento de vários problemas de saúde mental.



Autoestima na psicologia



No universo da psicologia, a autoestima é percebida como peça fundamental da nossa identidade, que impulsiona nossa motivação, influencia a performance e o modo como nos comportamos.


A Teoria do Autodeterminismo, propõe que a autoestima é moldada por três necessidades psicológicas essenciais:


  • Necessidade de Competência: A sensação de ser capaz e eficiente.

  • Necessidade de Autonomia: O desejo de ter controle sobre as próprias ações.

  • Necessidade de Pertencimento: O anseio de se sentir conectado aos outros.


Portanto, reconhecer e alimentar essas necessidades te ajudará a nutrir sua autoestima e, consequentemente, te levará a ter uma vida mais satisfatória e equilibrada.



Fatores que afetam a autoestima


Vários fatores podem afetar sua autoestima, podemos dizer que há uma interação de fatores físicos, biológicos e psicológicos.


  • Fatores físicos, como a aparência estética: Pessoas que não se encaixam em padrões sociais de beleza, geralmente desenvolvem uma autoestima mais baixa.

  • Do ponto de vista biológico, desequilíbrios hormonais e doenças genéticas também contribuem para uma autoestima menor. A depressão, por exemplo, muitas vezes associada a alterações neuroquímicas, pode levar a sentimentos de inutilidade e a autoestima negativa.

  • Fatores psicológicos, também afetam a autoestima, como o ambiente familiar e a presença do abuso ou negligência.



Baixa autoestima e autoestima excessiva: dois extremos prejudiciais


Muitos pensam que apenas os níveis baixos de autoestima possam ser prejudiciais. Isso é um erro, pois a autoestima excessiva também é igualmente nociva.


Enquanto a baixa autoestima está associada a falta de confiança e insegurança, a autoestima excessiva pode levar a uma avaliação inflada de si mesmo, falta de empatia com o próximo e comportamentos de risco.


Além disso, quando uma autoimagem inflada é ameaçada, os indivíduos costumam reagir com raiva ou até mesmo agressão.


Nesse ponto, é fundamental estabelecermos uma distinção entre a autoestima excessiva e o narcisismo: apesar desses termos serem frequentemente associados, eles representam conceitos diferentes.


O narcisismo está vinculado a determinados transtornos de personalidade, como o Transtorno de Personalidade Narcisista, além de estar relacionado a um risco elevado de depressão e ansiedade.



O que estudiosos falam sobre a autoestima


Ao longo da história, vários teóricos contribuíram para o nosso entendimento sobre autoestima. Um exemplo proeminente é a Hierarquia das Necessidades de Maslow, que coloca a autoestima como um dos cinco níveis de necessidades humanas.


Para Maslow, a autoestima envolve dois componentes principais: respeitar o outro e ter respeito próprio. Ele argumentava que a falta de cumprimento dessas necessidades poderia levar a sentimentos de inferioridade, fraqueza e desamparo.


Já Nathaniel Branden, um psicoterapeuta canadense-americano, argumentou que a autoestima é a única necessidade humana que não podemos delegar a outros, e propôs que ela se baseia em seis pilares:


  1. Práticas Conscientes: significa permanecer presente e atento às nossas ações, pensamentos e sentimentos, sem julgamentos precipitados.

  2. Aceitação de Si Mesmo: é reconhecer e aceitar nossas qualidades, falhas e peculiaridades.

  3. Responsabilidade por Si Mesmo: Implica na assunção de responsabilidade por nossas próprias ações, pensamentos e sentimentos.

  4. Afirmação de Si Mesmo: significa ter respeito e expressar honestamente nossas necessidades e desejos.

  5. Vivência do Propósito: Consiste em definir e seguir objetivos pessoais que nos proporcionam um sentido de direção e realização na vida.

  6. Integridade Pessoal: Refere-se à consistência entre nossos valores, palavras e ações. Quando agimos de acordo com nossos princípios, fortalecemos a autoestima.



Encontrando o equilíbrio para uma autoestima saudável


Primeiro, é essencial que você procure cultivar a autocompreensão e a autocompaixão. A autocompreensão requer o conhecimento honesto de suas forças, fraquezas, valores e objetivos.


A autocompaixão, por outro lado, é você se tratar com bondade e compreensão, em vez de autocrítica severa.


Outras coisas podem te ajudar nesse processo, como a prática de terapias como o mindfulness, que envolve estar plenamente presente e conectado com o seu momento atual.



Em última análise, ter autoestima saudável não significa acreditar que somos melhores do que os outros ou perfeitos em todas as áreas. Na verdade, significa reconhecer nosso valor e aceitar que somos seres falíveis, mas ao mesmo tempo únicos e dignos de respeito.



Como melhorar sua autoestima


Abaixo listamos algumas estratégias para você começar e aplicar hoje mesmo para melhorar sua autoestima.


  • Busque autoconhecimento: para melhorar a autoestima, é essencial conhecer a si mesmo, entender suas preferências, valores e metas pessoais.

  • Cuide-se mais: cuidar da aparência e zelar por si mesmo não é frescura. É importante vestir-se bem, manter uma boa higiene pessoal, fazer exercícios físicos. Essas atitudes melhoram nossa vida em geral.

  • Comunique-se: aprenda a expressar suas ideias e opiniões com confiança, isso contribuirá para elevar a percepção de seu próprio valor, tanto para si mesmo quanto para os outros.

  • Evite o perfeccionismo: buscar a perfeição pode ser prejudicial para a autoestima. Em vez disso, concentre-se no progresso pessoal e aceite que cometer erros faz parte do processo de aprendizado.

  • Concentração e dedicação: estabeleça rotinas e comprometa-se a praticar aquilo que deseja desenvolver, seja estudar, ficar bom em um esporte, seguir uma profissão. Visualizar o pequeno progresso alcançado diariamente aumenta nossa autoestima.


Agora que chegamos ao final do artigo, aproveite e siga a Pontual Psiquiatria nas redes sociais para não perder nenhum de nossos conteúdos.




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