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  • Foto do escritorRochelle Affonso Marquetto

Descomplicando o CID 10 F23 e a Psicose


capa cid 10 f23

Sabe quando você vai ao médico com uma dor de cabeça e ele te dá um diagnóstico?


Por trás desse diagnóstico, tem um código chamado CID.

Isso não acontece só com dores físicas; também é assim com a saúde mental.


A psicose, por exemplo, tem seu próprio código: o CID 10 F23. Pode parecer complicado, mas prometo que juntos podemos entender melhor o que isso significa. Vamos nessa?


Desvendando o CID e sua Importância na Saúde


O CID, que significa Classificação Internacional de Doenças, é basicamente um sistema que médicos e outros profissionais da saúde usam para dar um "nome" padrão a todas as doenças e condições médicas.


Assim, fica fácil para médicos de qualquer parte do mundo se entenderem quando falam sobre determinada doença.


Por que isso é necessário?


Comunicação: Se não tivéssemos o CID, imagina como seria complicado para um médico no Brasil entender o que um colega na Austrália está dizendo sobre um diagnóstico?

Com o CID, tudo fica claro e padronizado.


  • Pesquisa e Tratamento: O CID também é super importante para pesquisas. Quando médicos e cientistas fazem estudos sobre uma doença, eles usam o CID para garantir que estão falando da mesma coisa. E mais: ajuda a garantir que os pacientes recebam o tratamento adequado.


E quem criou esse sistema todo organizado? Foi a Organização Mundial da Saúde (OMS). Ela viu a necessidade de ter uma linguagem comum na medicina e criou o CID para ajudar nisso.


E para dar um exemplo prático: a depressão, que muita gente conhece ou já ouviu falar, tem um código no CID.

Isso significa que, toda vez que alguém é diagnosticado com depressão, seja em São Paulo ou em Tóquio, os médicos estão usando o mesmo "nome" para essa condição.


Assim, fica mais fácil entender como ela se manifesta e se espalha pelo mundo, e como podemos tratá-la melhor.


CID 10 F23: As múltiplas faces da psicose


Dentro da vasta biblioteca do CID, o F23 é o número que representa os "Transtornos psicóticos agudos e transitórios".

Estes são episódios súbitos e, geralmente, de curta duração, de distúrbio psicótico.

E, assim como um livro tem seus capítulos, o F23 tem suas subcategorias:


  • CID F23.0 - Psicose aguda polimórfica sem sintomas de esquizofrenia: Imagina que uma pessoa tem alucinações ou delírios, mas esses sintomas não se encaixam totalmente no quadro de esquizofrenia.


  • CID F23.1 - Psicose aguda polimórfica com sintomas de esquizofrenia: Parecido com o anterior, mas neste caso, existem sinais claros de sintomas esquizofrênicos.


  • CID F23.2 - Psicose aguda esquizofrênica: Um episódio repentino com sintomas claros de esquizofrenia, como alucinações auditivas ou delírios paranóicos.


  • CID F23.8 - Outros transtornos psicóticos agudos e transitórios: Uma espécie de "categoria guarda-chuva" para os episódios que não se encaixam exatamente nas definições acima.


  • CID F23.9 - Transtorno psicótico agudo e transitório, não especificado: Quando os médicos ainda não têm informações suficientes para fazer um diagnóstico mais específico.


Exemplo tangível: Imagine alguém que, após um grande estresse, começa a ouvir vozes que outras pessoas não ouvem.


Esse indivíduo pode ser diagnosticado com F23.2 se essas vozes fizerem comentários constantes ou derem ordens.


Por outro lado, se essas alucinações vierem acompanhadas de mudanças súbitas de humor, poderíamos estar olhando para o F23.0 ou F23.1.


O que realmente significa ser psicótico?


Muita gente pensa em psicose e imagina cenas de filmes ou séries dramáticas. Porém, a vida real é bem diferente do que a tela mostra.


Quem vive com psicose não é, por padrão, violento ou perigoso. A psicose é, basicamente, quando alguém tem problemas em discernir o que é realidade e o que não é.


Entenda melhor a Psicose:


  • Alucinações: São momentos em que a pessoa percebe algo que não está acontecendo. Por exemplo, ouvir alguém chamar seu nome quando, na verdade, ninguém chamou.


  • Delírios: São crenças que a pessoa tem, mesmo que não haja provas ou motivos para acreditar nelas. Como achar que tem uma missão especial no mundo, mesmo sem nenhum motivo concreto para pensar assim.


  • Pensamento desorganizado: Às vezes, a pessoa pode ter dificuldade em se expressar claramente ou em seguir um raciocínio direto.


Aqui vai um Caso Fictício para ilustrar: Vamos falar sobre Clara. Ela é universitária e sempre foi muito sociável. Mas, do nada, começou a se afastar dos amigos, dizendo que ouvia vozes com mensagens especiais.


Clara acredita que tem uma grande missão. Essa é a psicose em ação: para Clara, essas vozes são muito, muito reais, mesmo que ninguém mais as ouça.



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Você já parou para pensar que uma viagem pode afetar sua saúde mental?


Recentemente, uma matéria no UOL Notícias trouxe um título bem intrigante: “As cidades que levaram turistas a desenvolver surtos psicóticos”.


A reportagem discute a ideia de que algumas cidades, por suas características e ambientes específicos, podem intensificar sintomas psicóticos em pessoas já predispostas.


Lugares como Amsterdan e Las Vegas, famosos por serem mais liberais quanto ao uso de drogas e álcool, apareceram como exemplos de locais que podem ser gatilhos para quem já tem uma tendência à psicose.


Para quem tem um interesse especial em saúde mental, essa leitura é um alerta.


Mostra como é importante conhecermos o que pode ser um gatilho em nossos ambientes, especialmente se temos ou conhecemos alguém com propensão a desenvolver psicose.


Conhecendo os fatores de risco, fica mais fácil evitá-los e, assim, cuidar melhor da nossa saúde mental.


Por que alguém desenvolve Psicose? Vamos entender.


A psicose não surge do nada. Vários fatores podem desencadear essa condição:


  • Problemas médicos, como algumas doenças que afetam o cérebro.

  • Consumo excessivo de álcool ou uso de drogas.

  • Certos transtornos mentais, tipo esquizofrenia ou transtorno bipolar.

  • Situações traumáticas ou momentos de estresse intenso.


Se não for tratada, a psicose pode complicar a vida da pessoa em várias áreas - no trabalho, nas relações sociais e até mesmo criar riscos para ela e para outras pessoas.


  • O que fazer? A palavra-chave é prevenção. Quanto antes a psicose for identificada e tratada, melhor. Uma combinação de terapia, medicação e suporte adequado pode fazer uma enorme diferença.


  • Por que é importante agir: Além de melhorar a vida de quem tem psicose, tratar a condição também beneficia todos à sua volta. É uma questão de bem-estar, segurança e compreensão.


Conclusão


Se você nota em si mesmo ou em alguém próximo sinais de psicose (CID 10 F23), a hora de agir é agora. Não é sinal de fraqueza buscar ajuda; é inteligência e amor próprio.


E aqui vai uma dica: da mesma forma que você não ignoraria uma dor constante no corpo, não negligencie sua saúde mental.


Marque uma consulta. Pedir ajuda é um ato de coragem e um caminho para uma vida mais equilibrada e feliz. Você merece esse cuidado.




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