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Depressão pós-parto: sintomas que toda mãe precisa conhecer (e os parceiros também)

  • 9 de abr.
  • 1 min de leitura

Ela tinha planejado esse momento por meses. O bebê chegou saudável, o parto correu bem. Mas nos dias que se seguiram, havia um vazio inexplicado. A depressão pós-parto é real, é comum e é tratável. E ainda assim, é cercada de silêncio e culpa que impedem muitas mulheres de buscar ajuda.

O que é — e o que não é — a depressão pós-parto

O baby blues afeta até 80% das mães nos primeiros dias após o parto e se resolve espontaneamente em até duas semanas. A depressão pós-parto é diferente: persiste, se intensifica e interfere na capacidade da mãe de cuidar de si mesma e do bebê. Acomete entre 10% e 20% das puérperas.

Sintomas da depressão pós-parto

  • Humor deprimido na maioria dos dias

  • Dificuldade de criar vínculo com o bebê

  • Exaustão que vai além do cansáço normal do puerpério

  • Ansiedade intensa ou ataques de pânico

  • Sentimento de ser "uma mãe ruim"

  • Pensamentos intrusivos sobre machucar o bebê (são sintomas, não intenções)

Por que os parceiros precisam saber

A depressão pós-parto afeta toda a família. O envolvimento do parceiro é um dos fatores que mais influencia a recuperação. Depressão pós-parto paternal também existe — afeta cerca de 10% dos pais.

Como é tratada

A psicoterapia — especialmente a TCC — é altamente eficaz. Em casos moderados a graves, a medicação com antidepressivos é indicada. Existem opções compatíveis com a amamentação.

A Clínica Pontual, em Porto Alegre, oferece atendimento especializado para saúde mental materna.

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