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Transtorno de personalidade borderline: mitos e o que a ciência realmente diz

  • há 14 horas
  • 1 min de leitura

Poucos diagnósticos psiquiátricos carregam tanto estigma quanto o transtorno de personalidade borderline (TPB). "Manipuladora." "Dramática." "Impossível de tratar." A ciência evoluiu muito — é hora de atualizar o que se sabe.

O que é o transtorno de personalidade borderline

O TPB é caracterizado por instabilidade intensa em três áreas: regulação emocional (emoções muito intensas que surgem rapidamente), relacionamentos (alternandô frequente entre idealização e desvalorização, medo intenso de abandono), e autoimagem (senso de identidade instável). Comportamentos como automutilação e impulsividade são sintomas do transtorno — não manipulação.

Desmontando os mitos

"Borderline é manipulador.": os comportamentos que parecem manipulação são tentativas desesperadas de regular emoções insuportáveis. A pessoa está em sofrimento agudo.

"Não tem tratamento eficaz.": esse mito está completamente desatualizado. A terapia comportamental dialética (DBT) tem evidência robusta de eficácia.

"Quem tem TPB não melhora.": estudos de longo prazo mostram que boa parte das pessoas com TPB apresenta remissão significativa dos sintomas com tratamento adequado.

O tratamento

A DBT (Terapia Comportamental Dialética) é o tratamento padrão-ouro. Combina técnicas de TCC com mindfulness e habilidades de regulação emocional. A Clínica Pontual, em Porto Alegre, tem profissionais preparados para atender pessoas com TPB com empatia e competência técnica.

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