Transtorno bipolar tipo I e tipo II: quais são as diferenças práticas?
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O transtorno bipolar não é "mudar de humor rapidamente". E mesmo entre as pessoas que têm o diagnóstico correto, há confusão frequente entre tipo I e tipo II. A diferença muda o diagnóstico, o risco e o tratamento.
Transtorno bipolar tipo I: mania franca
O tipo I é definido pela presença de pelo menos um episódio maníaco completo (mínimo 7 dias). A mania inclui: humor eufórico ou irritável extremo, redução drástica da necessidade de sono, grandiosidade, pensamentos acelerados, impulsividade severa (gastos excessivos, comportamento sexual de risco), e em casos graves, psicose. Frequentemente exige hospitalização.
Transtorno bipolar tipo II: hipomania e depressão
O tipo II nunca apresenta mania completa. O que ocorre é a hipomania — versão mais leve da elevação de humor, com duração mínima de quatro dias. A pessoa se sente mais energizada, mais produtiva, mais criativa — frequentemente vivenciada como algo positivo.
O tipo II é frequentemente mais difícil de diagnosticar: a hipomania não causa dano óbvio, e a parte mais sofrida — a depressão — é que traz a pessoa ao consultório. Tratar bipolar II como depressão maior (com antidepressivo sem estabilizador de humor) pode desencadear hipomanias.
Tratamento
O tratamento é essencialmente de longo prazo: estabilizadores de humor (lítio, valproato, lamotrigina), antipsicóticos atípicos e psicoterapia. A Clínica Pontual, em Porto Alegre, tem psiquiatras experientes no diagnóstico e tratamento do transtorno bipolar.

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