Terapia de casal em Porto Alegre: como funciona e quando procurar
- 20 de ago.
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Antes de marcar, quase todo casal trava na mesma dúvida: vai ter que falar tudo na frente do outro? O terapeuta vai decidir quem está certo? E adianta ir se só um dos dois quer? São perguntas legítimas, e você merece a resposta antes de sentar na sala.
Na Clínica Pontual, a terapia de casal é conduzida por psicólogo. O valor da sessão particular é informado pela equipe antes do agendamento. O atendimento é ambulatorial, com hora marcada, de segunda a sexta, das 8h às 19h, nas duas unidades de Porto Alegre — Centro Histórico (Rua dos Andradas 1781, sala 1004) e Zona Norte (Medplex, Av. Assis Brasil 2827, sala 1202). Também há teleconsulta. A clínica atende os convênios: IPE, GEAP, CABERGS, Humana, CanoasPrev e CarePlus.
Se vocês dois já conversaram sobre isso e o que falta é marcar, dá para combinar o horário da primeira sessão direto pelo WhatsApp da clínica. O WhatsApp é atendido de segunda a sexta, no horário comercial.
Como é a sessão, na prática
A primeira sessão é mais de mapeamento do que de intervenção. O profissional escuta como cada um descreve a situação, o que já tentaram, há quanto tempo isso vem acontecendo e o que cada um espera do processo. Não existe teste, questionário obrigatório nem laudo ao final.
A frequência costuma ser semanal ou quinzenal e é combinada com o casal — não é um pacote fechado vendido antecipadamente.
Você não é obrigado a falar de tudo no primeiro encontro. Se existe um assunto que você não se sente pronto para trazer na frente do parceiro, isso pode ser dito ao profissional — e é uma informação clínica útil, não uma falha sua.
O terapeuta vai tomar partido?
Não. Essa é provavelmente a maior barreira de entrada da terapia de casal, e e a resposta é não: o profissional não é juiz e não distribui razão.
O foco não é apurar quem errou, e sim entender o padrão que se repete entre vocês — a discussão que sempre termina do mesmo jeito, o assunto que nunca chega ao fim, o silêncio que vem depois. Quando o padrão fica visível para os dois ao mesmo tempo, muda a conversa que vocês conseguem ter.
Isso não significa que o profissional concorde com tudo. Ele pode apontar um comportamento específico como prejudicial ao vínculo. A diferença é que isso é dito sobre uma situação concreta, não como veredito sobre quem é a pessoa.
E se só um dos dois quer ir?
Acontece com frequência, e é uma situação que tem caminho — só não é o caminho da terapia de casal.
Terapia de casal pressupõe dois participantes. Se o outro não quer, forçar a presença tende a transformar a sessão em mais um espaço de disputa. O que costuma fazer sentido é começar por um atendimento individual: entender o próprio papel no padrão, o que você quer da relação e o que está disposto a sustentar. Isso é trabalho legítimo por si só, independentemente do que o parceiro decidir depois.
Não é raro que o processo conjunto comece meses depois, por iniciativa de quem antes recusava. E também não é raro que ele nunca comece — o que também é uma resposta.
Segundo a psiquiatra Rochelle Marquetto (CRM/RS 39448 · RQE 43138), responsável técnica da Clínica Pontual, é comum que um casal chegue ao atendimento conjunto quando um dos dois está com um quadro psiquiátrico ativo e não tratado — depressão, ansiedade ou uso de álcool, por exemplo. Nesses casos, a avaliação individual costuma preceder ou acompanhar o trabalho de casal, porque o que aparece como conflito da relação pode estar sendo sustentado por um sintoma que exige tratamento próprio.
Se essa dúvida se aplica ao seu caso, vale [entender qual dos dois profissionais faz mais sentido para o seu caso](#) antes de decidir o formato do atendimento.
Quando a terapia de casal não é o caminho
Existe uma situação em que o atendimento conjunto é contraindicado: quando há violência — física, psicológica, moral, sexual ou patrimonial — dentro da relação.
O motivo é técnico. A terapia de casal trabalha com exposição mútua, e num contexto de violência isso pode aumentar o risco para quem já está exposto, dentro ou fora da sessão. A conduta indicada nesses casos é atendimento individual e serviço especializado, não o conjunto.
Se essa é a sua realidade, o caminho não é o atendimento conjunto. Procure atendimento individual e, para orientação e encaminhamento, a Central de Atendimento à Mulher pelo 180 — ligação gratuita, 24 horas, sigilosa — ou uma Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher. Em risco imediato, ligue 190. Se for mais seguro, faça esse contato de um aparelho ou de um lugar em que você não seja observado.
Se existem pensamentos de morte ou de se machucar, isso é urgência e não deve esperar agenda. Ligue 188 — o CVV atende de graça, 24 horas por dia, todos os dias — ou 192 (SAMU), e procure imediatamente um pronto-socorro ou o CAPS de referência do seu bairro. Se quem está em risco é alguém próximo, não deixe a pessoa sozinha e procure atendimento junto com ela. O WhatsApp e o telefone da Clínica Pontual não são canais de emergência e não funcionam 24 horas: o atendimento é ambulatorial, com hora marcada, de segunda a sexta, e a clínica não faz pronto-atendimento nem internação.
Quando procurar ajuda profissional
Não existe um marco exato, mas alguns sinais indicam que a conversa entre vocês já não se resolve sozinha:
As mesmas discussões se repetem sem chegar a lugar nenhum
Vocês pararam de falar sobre certos assuntos para evitar o desgaste
Uma crise recente — luto, adoecimento, quebra de confiança, mudança de rotina — mudou a relação e não houve como retomar
Um dos dois se sente sozinho dentro do relacionamento
Vocês estão decidindo se continuam juntos e não conseguem conduzir essa conversa
Terapia de casal não garante que a relação continue, e nenhum profissional pode prometer isso. O que o processo oferece é um espaço com mediação para que as decisões — seguir, reorganizar ou separar — sejam tomadas com mais clareza.
Perguntas frequentes
Terapia de casal é feita por psicólogo ou psiquiatra? Na Pontual, o atendimento de casal é conduzido por psicólogo. A consulta com psiquiatra, que custa R$ 260, entra quando há indicação de avaliação individual — por exemplo, se um dos dois apresenta sintomas que pedem investigação médica.
Vocês atendem terapia de casal por convênio? A clínica atende IPE, GEAP, CABERGS, Humana, CanoasPrev e CarePlus. A cobertura para o formato de casal depende das regras de cada plano, então vale confirmar pelo WhatsApp antes de marcar. Se preferir, dá para [entender os valores e os convênios atendidos antes de marcar](#).
Dá para fazer terapia de casal online? Sim. A clínica oferece atendimento psicológico on-line, na modalidade prevista para serviços de Psicologia mediados por tecnologia — não é teleconsulta, que é ato médico. É uma alternativa quando os dois moram em cidades diferentes, quando a rotina não permite o deslocamento, ou quando o casal prefere o formato. Antes do atendimento on-line, vocês recebem as informações sobre como ele funciona e registram o consentimento, conforme a regulamentação da modalidade. Situações de urgência, risco ou instabilidade clínica não são conduzidas a distância.
Quantas sessões são necessárias? Não há número fixo. Isso depende do que motivou a busca, de quanto tempo a situação vem se acumulando e do que o casal decide trabalhar. A definição é feita junto com o profissional, e não há venda de pacote antecipado.
Preciso contar tudo na frente do meu parceiro? Você conduz o que compartilha e quando. Se houver algo que não se sente pronto para trazer no encontro conjunto, isso pode ser conversado com o profissional. Não existe obrigação de revelar tudo para que o processo comece.
Consulta com psiquiatra, sem encaminhamento
A Pontual atende por teleconsulta e presencialmente em Porto Alegre.
Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica presencial ou por teleconsulta.
Clínica Pontual Psiquiatria — inscrita no CRM/RS sob o nº 10877.
Responsável técnica médica: Dra. Rochelle Marquetto — MÉDICA — Psiquiatria — CRM/RS 39448 · RQE 43138.
Responsável técnica pelos serviços de Psicologia: Flávia Teixeira Subtil — PSICÓLOGA CLÍNICA — CRP 07/41029.




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