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Síndrome do impostor: quando a conquista não convence nem a você mesmo

  • 13 de abr.
  • 1 min de leitura

Atualizado: 23 de abr.



Você foi promovido. Mas pensa que foi sorte. Recebeu um elogio pelo projeto. Mas tem certeza de que a pessoa está sendo gentil demais. Esse padrão tem nome: síndrome do impostor. E afeta, segundo pesquisas, cerca de 70% das pessoas em algum momento da vida.


O que é a síndrome do impostor

Descrita em 1978 pelas pesquisadoras Pauline Clance e Suzanne Imes, caracteriza-se pela incapacidade persistente de internalizar conquistas, acompanhada do medo de ser "exposto" como fraude, apesar de evidência objetiva de competência. A pessoa acredita que suas conquistas se devem a sorte ou timing — não à própria competência.


O impacto na saúde mental

A síndrome do impostor gera ansiedade crônica, procrastinação, excesso de trabalho para compensar o que "falta", dificuldade de pedir ajuda e limites impostos pela própria pessoa antes de tentar. Com o tempo, pode contribuir para o desenvolvimento de ansiedade generalizada e burnout.


Estratégias para trabalhar a síndrome do impostor

Nomeie o que está acontecendo: reconhecer o padrão como síndrome do impostor já tira parte do poder que ele tem.

Colecione evidências objetivas: quando o sentimento de fraude aparecer, liste as evidências reais de competência.

Psicoterapia: especialmente a TCC — que trabalha diretamente com os padrões de pensamento distorcido — pode ser muito eficaz. A Clínica Pontual, em Porto Alegre, tem psicólogos preparados para trabalhar síndrome do impostor.

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