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Como é feito o diagnóstico do transtorno bipolar e por que demora tanto

  • há 4 dias
  • 1 min de leitura

Dez anos. Essa é a média de tempo que uma pessoa com transtorno bipolar leva para receber o diagnóstico correto. Uma década de tratamentos equivocados, de sintomas que pioram, de sofrimento que poderia ter sido diferente.

As razões do atraso diagnóstico

A depressão chega primeiro: a maioria das pessoas procura ajuda durante um episódio depressivo. O médico vê depressão, trata como depressão. Sem histórico relatado de episódios de euforia ou hipomania, o diagnóstico bipolar não aparece.

A hipomania não parece problema: no tipo II, a hipomania é frequentemente vivenciada como positiva. A pessoa não menciona porque não percebe como sintoma.

Sobreposição com outros diagnósticos: os sintomas se sobrepõem ao TDAH, ao transtorno de personalidade borderline e à depressão maior.

Como é feita a avaliação

O diagnóstico é clínico — não existe exame de sangue ou imagem que o confirme. O psiquiatra realiza entrevista detalhada sobre todos os episódios ao longo da vida, perguntando especificamente sobre períodos de energia elevada, necessidade reduzida de sono e comportamentos impulsivos. Avalia histórico familiar e histórico de resposta a tratamentos anteriores.

Por que o diagnóstico correto é crítico

Tratar transtorno bipolar como depressão maior — com antidepressivo sem estabilizador de humor — pode precipitar episódios maníacos e piorar o curso da doença. A Clínica Pontual, em Porto Alegre, tem psiquiatras com experiência em diagnóstico diferencial de transtornos do humor.

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