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Antidepressivos: mitos e verdades que afastam quem mais precisa

  • há 2 dias
  • 1 min de leitura

"Isso é para louco." "Vou virar zumbi." "Vou ficar dependente para sempre." O antidepressivo é, provavelmente, o medicamento mais cercado de mitos no Brasil. Essa desinformação tem um custo real: pessoas que precisam de tratamento o recusam.

Mito 1: Antidepressivo causa dependência

Realidade: Os ISRS e IRSN não causam dependência química. Síndrome de descontinuação ao parar abruptamente é diferente de dependência e se resolve com retirada gradual.

Mito 2: Vou mudar de personalidade

Realidade: O objetivo é exatamente o oposto: devolver à pessoa a capacidade de ser quem ela é, sem o peso da depressão. Antidepressivos bem ajustados não embotam emoções.

Mito 3: Vou engordar muito

Realidade: Varia muito por classe e por pessoa. Se ganho de peso é preocupação, o psiquiatra pode escolher medicamentos com menor propenssão a esse efeito.

Mito 4: Vou precisar tomar para sempre

Realidade: A maioria dos tratamentos tem duração definida. Para primeiro episódio, o protocolo é manter por 6 a 12 meses após a remissão. Depois, o psiquiatra conduz a retirada gradual.

Mito 5: É coisa de fraco

Realidade: Depressão e ansiedade têm base neurobiológica. Tomar medicamento para desequilíbrio neurológico não é diferente de tomar insulina para diabetes.

Mito 6: Os efeitos são imediatos

Realidade: O efeito terapêutico pleno leva de duas a quatro semanas. Nas primeiras semanas podem ocorrer efeitos colaterais leves sem ainda a melhora do humor — período onde muita gente abandona o tratamento prematuramente.

Na Clínica Pontual, em Porto Alegre, nenhuma decisão de tratamento é tomada sem explicação detalhada e discussão com o paciente.

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