Amor-próprio: como desenvolver de forma saudável?
- Rochelle Affonso Marquetto

- há 3 dias
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Entenda o que é amor-próprio, por que ele é essencial para a saúde mental e como desenvolvê-lo de forma consciente e equilibrada no dia a dia.
Por que tanto se fala em amor-próprio?
Nos últimos anos, o amor-próprio se tornou um termo popular muitas vezes associado a frases motivacionais e autocuidado superficial.No entanto, do ponto de vista psicológico, amor-próprio vai muito além de se sentir bem consigo mesmo. No entanto, está diretamente ligado à forma como uma pessoa se percebe, se trata, estabelece limites e constrói relações. Quando o amor-próprio é frágil, surgem padrões de autocrítica excessiva, dependência emocional, dificuldade de dizer “não” e sensação constante de inadequação.
Desenvolver amor-próprio não é um ato instantâneo é um processo emocional e cognitivo contínuo.
O que é amor-próprio na psicologia?
Na psicologia, o amor-próprio envolve autoaceitação, autorrespeito e autocompaixão.Não significa se achar perfeito, mas reconhecer limites, falhas e necessidades sem se punir por isso.
Pessoas com amor-próprio saudável tendem a:
Ter uma relação mais gentil consigo mesmas;
Lidar melhor com frustrações e erros;
Estabelecer limites claros em relações pessoais e profissionais;
Fazer escolhas alinhadas aos próprios valores, e não apenas à aprovação externa.
Amar a si mesmo é aprender a se tratar com o mesmo cuidado que se oferece a alguém importante.
O que acontece quando o amor-próprio é baixo?
A falta de amor-próprio pode se manifestar de formas silenciosas, mas profundas, como:
Dificuldade em reconhecer o próprio valor;
Necessidade constante de validação externa;
Permanência em relações abusivas ou desequilibradas;
Autossabotagem e medo excessivo de errar;
Comparação constante com outras pessoas.
Esses padrões não surgem por fraqueza, mas geralmente estão ligados a experiências passadas, crenças aprendidas e modelos de relacionamento.
Como desenvolver amor-próprio na prática
O desenvolvimento do amor-próprio começa com consciência e pequenas mudanças diárias:
1. Observe seu diálogo interno
Perceba como você fala consigo mesmo diante de erros e dificuldades.A autocrítica constante enfraquece a autoestima; a autocompaixão fortalece.
2. Aprenda a estabelecer limites
Dizer “não” é autocuidado.Respeitar seus limites emocionais é um sinal claro de amor-próprio.
3. Reconheça suas necessidades emocionais
Descanso, afeto, segurança e validação interna são necessidades legítimas, não fraquezas.
4. Diferencie erro de identidade
Errar não define quem você é.O amor-próprio cresce quando a pessoa entende que falhas fazem parte do processo humano.
5. Cuide de si de forma integral
Autocuidado não é apenas estética ou lazer, mas também saúde emocional, sono, alimentação e equilíbrio mental.
Amor-próprio não é narcisismo
É importante diferenciar amor-próprio de narcisismo. Enquanto o narcisismo envolve grandiosidade e necessidade de admiração, o amor-próprio saudável envolve autenticidade, humildade e autorrespeito.
Quem se ama não precisa se colocar acima dos outros apenas não se coloca abaixo.
O papel da psicoterapia no desenvolvimento do amor-próprio
Muitas dificuldades relacionadas ao amor-próprio estão ligadas a crenças profundas, como “não sou suficiente”, “preciso agradar para ser amado” ou “não mereço coisas boas”.
A psicoterapia oferece um espaço seguro para:
Identificar padrões emocionais repetitivos;
Ressignificar experiências passadas;
Desenvolver uma relação mais saudável consigo mesmo;
Construir autoestima de forma sólida e realista.
Cuidar do amor-próprio é, muitas vezes, desaprender exigências irreais e aprender a se acolher.
Amor-próprio é construção, não ponto de chegada
Amor-próprio não significa estar bem o tempo todo. Significa permanecer ao seu lado mesmo nos dias difíceis. É um compromisso diário de respeito, cuidado e gentileza consigo mesmo.Quando o amor-próprio se fortalece, as relações se tornam mais saudáveis, as escolhas mais conscientes e a vida mais leve.
Amar a si mesmo é o começo de uma relação que dura a vida inteira.
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