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Brasil lidera burnout na América Latina: o que os dados revelam sobre saúde mental no trabalho

  • 11 de abr.
  • 1 min de leitura

Atualizado: 24 de abr.



Em qualquer pesquisa sobre burnout na América Latina, o Brasil aparece no topo. Não é coincidência — é consequência de uma cultura de trabalho que confunde exaustão com dedicação.


Os dados do burnout no Brasil

Segundo a ISMA-BR, o Brasil é o segundo país com maior número de trabalhadores acometidos pela síndrome de burnout, atrás apenas do Japão. Estima-se que 30% da população economicamente ativa brasileira sofra da síndrome. Os afastamentos por transtornos mentais e comportamentais cresceram significativamente nos últimos cinco anos.


Por que o Brasil está nessa posição

Cultura de overwork: "trabalhar duro" é sinal de valor. Quem fica mais tempo no escritório é mais comprometido. Essa cultura premia o sacrifício e invisibiliza o esgotamento.

Insegurança econômica: a instabilidade leva trabalhadores a aceitar condições excessivas sem reclamar.

Liderança despreparada: gestores que não sabem identificar sinais de adoecimento na equipe.


O impacto nos negócios

A OMS estima que para cada US$1 investido em tratamento de depressão e ansiedade, o retorno em produtividade é de US$4. A Clínica Pontual, em Porto Alegre, oferece programas de saúde mental corporativa e atendimento individual para trabalhadores em situação de esgotamento.

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